Novas construções – continuação

Olá!

Terminamos o reboco natural das paredes internas da casa. Foram muit@s que ajudaram, somos muito gratos. Agora falta o piso e a pintura. Vejam como está ficando:

DSC03812DSC03810DSC03811:

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Agroflorestas na Reserva do Ibitipoca

Olá querid@s, vamos falar de Agrofloresta

Este SAF tem 1 ano e 10 meses. Aqui já colhemos 900 kg de inhame + batata doce além de muito milho, guandu e amendoim, no primeiro ano. Agora começamos a usar um implemento no trator que tritura galhos, e estou usando o guandu como fonte de Materia Organica de cobertura para o sistema. Muitos usam o eucalipto, acho uma ótima opção, mas que tem alguns problemas, como a dificuldade de encontrar mudas (tem que buscar externamente e a disponibilidade varia com o mercado de eucalipto), e em áreas degradadas em plantios iniciais é muito dificil sobreviver ao ataque de formigas. Por isso optei por usar o guandu. Na proxima primavera nas áreas degradadas que vamos implantar SAFs vou inicialmente em outubro plantar um milharal com guandu (no mesmo buraco do milho), e as linhas de bananeira. Vou deixar o plantio das mudas de árvore para março, após a primeira poda e tritura do guandu. Quero ver se dessa forma consigo uma situação melhor para plantar as mudas de arvores.

saf com 1 ano e 10 meses, colhendo mandioca

SAF com 1 ano e 10 meses, colhendo mandioca

 

guandu podado e triturado

Mandioca colhida, terreno capinado, berços preparados e Guandu podado, triturado e espalhado como cobertura. 

 

 

saf apos podar e triturar o guandu

Após o manejo do guandu

Em outro SAF plantamos cana de açucar, e seguimos beneficiando a garapa. Estou no processo de melhorar um açucar marrom, pra deixar bem queimadinho e crocante. Sugestões são bem vindas! Vejam algumas fotos:

preparo do açucar marron

Excelente fornalha construída para nossa agroindustria

caramelizando o caldo da cana

Caramelizando a garapa

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Resultado final. Não é com qualquer cana que eu consigo esse resultado. Com a sobra que fica grudada na panela preparo no dia seguinte um doce de leite muito saboroso

Quando quis vir pro mato…

Esse aí é o post de uma voluntária que passou por aqui:

“… Ela dizia ‘Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem.´ E todos os animais, nós incluídos, por meros momentos, voltávamos a ser selvagens.

Ela queria dizer que, quando uma criatura resolve se dedicar a viver do modo mais pleno possível, muitas outras que estiverem por perto se ´deixarão contagiar´. Apesar das barreiras, do confinamento, até mesmo de lesões, se alguém se determinar a superar tudo para viver plenamente, a partir daí outros também o farão, e esses outros incluem filhos, companheiros, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos, animais e flores. ‘Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem.´ Esse é o principal imperativo da mulher sábia. Viver para que outros se inspirem. Viver do nosso próprio jeito vibrante para que outros aprendam conosco.”

Clarissa Pinkola em A Ciranda das Mulheres Sábias

 

Quando quis vir pro mato, era pra conhecer a origem e o processo das coisas.  Me intrigava o fato de nunca ter visto um pé de arroz, e feijão só no algodão. Arroz e feijão. Tão presentes na vida, todo dia, convivência das antigas  e, ao mesmo tempo, velhos desconhecidos. Como é um pé de arroz? Como é a planta do feijão? Quase passando as 30 primaveras, sem saber algo tão essencial: saber a origem do alimento, saber cultivar o alimento. Desde que comecei a pular de mato em mato, não só conheci pessoalmente essas plantas, mas todo um universo rico de cultivo, preparo, processos, pessoas, sabores e saberes.

Quando quis vir pro mato, era pra vivenciar a lida rural. Sair do campo das ideias, da imagem mítica de se estar na rede por entre flores, borboletas e arco-íris e partir para a prática, pegar em enxada, amassar barro pra construir parede, capinar, processar os alimentos, plantar. Eu, bicho urbano, antes de me jogar no mato, julguei importante experienciar o ritmo de trabalho primeiro, que exige disposição e energia física, para então sentir se eu dou conta da vida no mato, se eu me encaixo na vida no mato. Ando descobrindo que eu gosto mesmo da vida do mato. E de toda a labuta envolvida. Agora, é difícil me ver tocando a vida em meio urbano.

Quando quis vir pro mato, era pra ver a cara do dia, era pra ver a cara da noite. Me frustrava sair da caixa de concreto e ver o Sol já em despedida do dia. Me frustrava ver poucas estrelas pingadas no céu. Aqui, acordo nos primeiros raios que entram pela janela. Vejo o dia despertando em cores rosas. Às vezes dou um mergulho no rio antes do almoço, por vezes tiro um cochilo depois e vez ou outra arranho um violão enquanto espero o Sol suavizar para voltar ao trabalho. Deduzo as horas pelo caminho do Sol e paro quase todo dia pra ver as estrelas abundantes e a Lua, com trilha sonora especial dos bichos e, algumas vezes, efeitos especiais de inúmeros vaga-lumes bem orquestrados, que pirofagiam em sincronia.

Quando quis vir pro mato, era porque me apertava o coração deixar uma cachorrinha de uma colega, que cuidei temporariamente na minha casa, tantas horas sozinha enquanto eu estava no trabalho. Imagina se fosse um filho, e eu tendo que terceirizar o afeto para trabalhar e passar mais de 10 horas diárias longe de uma criaturinha com menos de 6 meses de vida. Não me imaginava criando uma criança na cidade, levando a vida que vivia. Então, porque eu mesma vivia nessa vida tão apartada de mim mesma durante tanto tempo do dia, rotineiramente? Aqui, vejo os pais mais próximos dos filhos, mais bem resolvidos em suas relações, crianças desenvoltas, felizes e saudáveis.

Quando quis vir pro mato, era pra conhecer mais de Brasil, viajar por Minas Gerais, conhecer a história de outras pessoas, compartilhar a convivência, aprender novos saberes, praticar. Troco trabalho por estadia, alimentação  e aprendizado. Gasto bem pouco, aprendo muito. É interessante notar como a personalidade das pessoas se estende para a paisagem, cada lugar reflete quem o habita. E em cada um, com cada um, uma troca interessante. É bom conviver com pessoas que já traçaram uma história no mato, são vivências que inspiram.

Quando quis vir pro mato, era porque tinha sede pelo novo. Com frequência faço algo pela primeira vez, e me brota uma sensação boa que não sei muito bem verbalizar. Primeiros olhares sobre as paisagens. A primeira árvore plantada. A primeira vez que vi flor de liz, que colhi pimenta rosa na aroeira, que vi transformarem cana em açúcar, goiaba em goiabada (no tacho de cobre, no fogão a lenha). A primeira vez que comi grumixama, taioba, jambo, taboa, caruru, figo fresco, morango silvestre, araçá, jussara, puba, yacon, coisas que nem sei o nome. A primeira vez que fiz um mosaico, que ajudei a montar estrutura de casa, que pisei barro.  Entre várias outras primeiras vezes. Aqui, acompanho processos, sou parte deles. Me sinto mais perto das origens, me sinto mais integrada.

Aqui, ouvi dizer, pela primeira vez, que felicidade tem a ver com coerência. Estando no mato, sou coerente comigo mesma, como outrora não sentia.

Thaiza Cristina

 

O processo do alimento: da colheita da goiaba à tapioca de romeu e julieta no café da manhã.

 

O processo da construção: das garrafas, aos vitrais coloridos.

 

“Da janela lateral…” Uma das coisas legais de viajar e estar em lugares diferentes é a variedade de vista bonita ao acordar e espiar o dia que nasce lá fora.

Novas construções

Olá pessoal,

Sinceramente fico muito contente quando dou noticia da quantidade de seguidores e do movimento do blog. Ficamos um tempo sem postar, nesse periodo o Vitor nasceu, a Gabi fez 2 anos e começamos outra obra. Um vizinho nos ofereceu 4 caminhões de terra, então tivemos que transformar em paredes. Dessa vez optamos pela técnica de terra ensacada chamada hiperadobe. Abaixo algumas fotos do processo:

Futuras gerações

Olá gente, tudo bem?

Por aqui tudo bem. Um pouco pensativo com esse negocio de futuras gerações. Atualmente estamos com uma filha de um ano e meio e uma gravidez de 4 meses rolando… Faz a gente pensar né… o que vamos deixar para as futuras gerações?

Por aqui nossas agroflorestas vão ficando mais maduras, a gente vai vendo que consegue recolonizar um terreno que era pura braquiária do brejo misturada com napíer, e se anima com as perspectivas pro futuro, mesmo fazendo um pequeno pedaço por ano…

Ao mesmo tempo as crianças do arraial estão ficando cada vez mais interessadas, e já ajudaram a plantar o arroz e agora estão determinados a me ajudar a barrear uma casinha que estou fazendo para oficina. Estou achando ótimo, quem sabe no futuro teremos jovens com conhecimentos de construção de moradias, plantio de ,madeiras, alimentos, cultura, artes, e trabalho em equipe, tudo isso aqui na comunidade? Oxalá!

Abaixo coloquei uma foto recente do nosso saf plantado ano passado, agora com 12 meses, e uma foto dos meninos ajudando nas bioconstruções e no plantio do arroz no saf desse ano.

valeu!

Mateus e Cristian ajudando a gente aqui!

Mateus e Cristian ajudando a gente na bioconstrução de um sofá de cupinzeiro. Valeu galera!

20151023_162226

E ajudando a plantar o arroz na nova agrofloresta. Vamo que vamo turma!

Materia do MG Rural sobre a nossa casa, agora Ecovila Saracura

http://globotv.globo.com/tv-integracao-triangulo-mineiro/mg-rural-tv-integracao/v/casal-sai-de-sao-paulo-e-constroi-casa-ecologica-em-lima-duarte/4346956/

Agradecimento a Voluntári@s

Painel voluntários2010-2015Esse post é apenas para agradecer a tod@s que visitaram e contribuiram de alguma forma para construir o que hoje chamamos de Sítio Saracura. Agradecemos a troca que nos enriquece. Axé!

Vivência de Permacultura em Abril

 

hedonocarrinhoOlá amig@s,

Algumas pessoas ligaram pergutando mais informações sobre as atividades que serão realizadas na Vivência.

Coloquei aqui um PDF com o cronograma das atividades então.

Cronogramaabril2015

Faltou avisar também que os inscritos vão receber um dvd com material de texto e videos sobre permacultura.

Caso não consigam falar no telefone lá de casa (32 8470-3516) enviem msg que a gente responde. O sinal tá fraco por causa das chuvas, mas as mensagens sempre chegam.

Abraços,

Diogo

 

 

 

Vivencia em Permacultura em abril

sitio saracura branco

Querid@s amig@s,

Depois de terminada a casa a gente se sente mais a vontade para receber pessoas para vivências de permacultura. No feriado de tiradentes, de 17 a 21 de abril vamos abrir a casa para receber 10 pessoas interessadas em participar dessas vivencias. Além de um conteúdo teórico e material digital vamos fazer diversas práticas de bioconstrução como pau a pique e reboco natural. Vamos também abordar o plantio agroflorestal e manejar nossa agrofloresta.

Segue as informações:

De 17 a 21 de abril (chegada na sexta-feira dia 17, das 17h às 21h)

Valor:

Camping: R$ 250 por pessoa (depósito até 10 de abril);
R$ 300 por pessoa (depósito até 16 de abril)

Na casa (quarto de casal e de solteiro):

R$ 300 por pessoa (depósito até 10 de abril);
R$ 350 por pessoa (depósito até 16 de abril)
* Trazer roupa de cama e banho

Dados para depósito:

Banco do Brasil; Agência: 2251-9; Conta Corrente: 15.299-4

Emilia de Mattos Merlini – CPF 277.208.988-69

Como chegar:

De carro: Pegar BR267, sentido de Juiz de Fora para Lima Duarte. Não entrar em Lima Duarte. Após km 169, virar à esquerda em estrada de terra com indicação de Cachoeira do Arco Íris. Andar aproximadamente 13km. Há placas sinalizando, basta seguir a estrada principal e, nas bifurcações, manter-se à esquerda. Quando passar a porteira para a Cachoeira do Arco Íris, seguir a placa de Arraial do Monte Verde, que fica a 1 km da Cachoeira (é possível avistar a igreja). Nossa casa é a primeira à esquerda, de dois andares e de barro.

De ônibus: De Juiz de Fora há ônibus da Viação Bassamar para Lima Duarte (checar horários no site). Eles saem da Praça da Estação, no centro, e passam do lado de fora da rodoviária. Há dois ou três horários que saem apenas da rodoviária. A viagem até Lima Duarte dura aproximadamente 1h30min. Às 17h pegaremos quem vier de ônibus: nos encontrar no calçadão da cidade (no Centro), em frente ao banco do Brasil. Cobraremos R$ 10,00 por pessoa para buscar e R$ 10,00 para levar de volta.
As vagas são limitadas, por isso, agende sua participação pelo telefone: (32) 8470-3516 (Claro) com Emilia ou Diogo. Pode ser feito também contato por email, mas usamos pouco então é preciso ter bastante antecedência. O Email é moradavivald@gmail.com

Fim da construção

Bom, esse é o meu primeiro post no blog… a Gabi já tem 9 meses e tem comido papinha com alimentos colhidos aqui, nem todos, mas alguns: banana, mandioca, xuxu, abóbora, alho, abobrinha. Ela come bem e gosta de tudo. A casa já está bem mais adiantada, o banheiro está pronto e ficou muito lindo (foto banheiro).

Ainda faltam algumas coisas de acabamento, forro no banheiro e no hall de entrada; lustres, gramar entre a garagem e a entrada da casa (sim já temos garagem!), assim como algumas porteirinhas e grades à prova de bebe porque a Gabi está engatinhando e quase andando.

Algumas coisas deram super certo na casa, outras nem tanto, como o fogão foguete (sofá aquecedor) que deu um pouco de fumaça no andar de cima, apesar de ter aquecido a casa. Um dos pisos com rodelas de madeira, o da copa, ficou meio mal nivelado (o piso e o corte das rodelas) mas o dos quartos ficou bem melhor.

A maior novidade é que o Di encanteirou uma parte do nosso brejo, fez uns canteiros bem altos mesmo e plantou uma bela agrofloresta, com a ajuda de voluntários. Tá tudo verde e bem bonito. Também temos um galinheiro em 4 piquetes. As galinhas ficam um tempo em um, picam os roçados de braquiária que jogamos lá dentro e adubam a área. Depois as mudamos de lugar e plantamos no local recém liberado por elas. E assim vai. Agora elas estão em um piquete que estava bem cheio de plantas. Já comeram e bateram o que era rasteiro: abóbora, nabo, rúcula, feijão. E elas puseram muito, muito ovo. Agora sobrou o que tem estrato um pouco mais alto. Hoje entrei lá para colher milho e vagem. Elas limparam o chão, o que dá mais segurança para entrar e tá meio com aspecto de florestinha, mais fresco e fechado. Ali era uma área de braquiária do brejo super difícil de controlar e é bom ver que aos poucos, as áreas de braquiária do terreno estão se transformando em plantios.

Nossa mangueira está carregada de frutos, há dois anos ela não frutificava, estamos comendo muita manga, além de goiabas. Ontem fizemos geléia e damos as que caem para as galinhas. Isso também ajuda a controlar as moscas que colocam larvas nas goiabas.

Apesar da seca, que percebemos claramente, aqui não faltou água, nem no inverno passado. Me preocupo com o futuro da Gabriela, especialmente por conta do visível processo de desertificação. É triste. O que muita gente não sabe é que, segundo o Sumary Report, do IPCC de 2013, o órgão estatístico da ONU, o processo de produção do cimento está entre os 3 que mais contribuem para as mudanças climáticas. Muita gente, especialmente da família, não entendem bem a mudança que fizemos, mas é gratificante perceber que estamos mais coerentes com o que acreditamos e contribuindo de alguma maneira para um mundo melhor para as futuras gerações.

Saudações,

Face Leste da casa

Face Leste da casa

Banheiro com os mictórios. A água + urina vai direto para um circulo de bananeiras

Banheiro com os mictórios. A água + urina vai direto para um circulo de bananeiras

Quarto de hóspedes

Quarto de hóspedes

sofá de cupinzeiro que estamos terminando atualmente e vamos finalizar com reboco natural

sofá de cupinzeiro que estamos terminando atualmente e vamos finalizar com reboco natural

Parede do banheiro de pau a pique com reboco natural e tinta de terra.

Parede do banheiro de pau a pique com reboco natural e tinta de terra.

paredes do banheiro barreadas e ainda sem o reboco. Embaixo usamos a técnica cordwood e em cima nas garrafas pau a pique com bambu.

paredes do banheiro barreadas e ainda sem o reboco. Embaixo usamos a técnica cordwood e em cima nas garrafas pau a pique com bambu.

cozinha

cozinha

Escada que desce do nosso quarto pra sala

Escada que desce do nosso quarto pra sala

fachada oeste da casa.

fachada oeste da casa.

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